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CATEDRAIS DE LUXO E O POVO…

October 20, 2011

O conteúdo abaixo faz parte do Curso de Licenciatura em história pela Universidade Metropolitana de Santos, onde o escriba Valdemir Mota de Menezes estudou História.

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Em um primeiro momento você deve ficar espantado com o tamanho e
magnificência das catedrais se comparadas não só à pobreza mais ou menos
constante da economia medieval, mas também às dificuldades tecnológicas.
Quanto ao investimento financeiro, vale lembrar, o papel e o poder
da Igreja,

ARTE ROMÂNICA
A arte românica surge no século XI, basicamente como expressão do
mundo rural e financiada pelos senhores feudais. Do ponto de vista da
construção, no estilo românico, as igrejas possuíam paredes extremamente
grossas, com pequenas janelas e pouca luz.. As paredes grossas também
serviam, em parte, para o apoio ao teto – ainda que nesse período já
ocorresse a utilização de arcos de descarga e do contraforte, um reforço
externo que já permitia um aumento do número de fieis no recinto.

A catedral de São Tiago de Compostela na Espanha é um exemplo importante
porque faz parte de uma rota de peregrinação tradicional (a do apóstolo
Tiago). O edifício é maior que
o de costume, conseguindo reunir
um grande número de fiéis. Dessa
maneira a catedral era capaz de organizar
as massas em uma estrutura
chamada deambulatorio, em que
ficavam expostas as relíquias. Essa
catedral é importante pois o estilo
românico estava mais adaptado
ao período de guerra e invasões:
arquitetonicamente e simbolicamente
a igreja parecia mais uma
fortaleza contra a ameaça externa
—na Espanha essa ameaça era representada
pelos muçulmanos.

ESTILO GÓTICO
Por sua vez, o estilo gótico foi expressão da cidade, tendo inclusive sido
sede de reuniões de confrarias e corporações, por exemplo. Do ponto de
vista da construção, o estilo gótico nasceu arquitetura da romana, a partir
do século XII, fazendo uso intensivo dos arcobotantes — estruturas de
suporte fora do edifício. As paredes não precisavam ser tão grossas, o
que possibilitava a construção de catedrais maiores e mais altas, verticalizadas,
em oposição as horizontalizadas igrejas romanas. As paredes
mais finas também facilitaram a construção de janelas, permitindo muito
mais luminosidade. As catedrais góticas se encheram de vitrais. Os vitrais
tornaram-se um dos maiores símbolos da mudança representada pela
substituição do estilo romântico pelo gótico, pois permitiram a entrada da
luz nas igrejas. um símbolo de Deus: “a luz, a perpétua irradiação do Deus
luz derramada sobre as criaturas em que imperceptivelmente se reúne a
matéria e o espírito. É a gloria do vitral”
DUBY, G. A Europa na idade média. Lisboa: Teorema, 1989, p.82












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